• Acompanhe também no Facebook

Um Halloween bem BRASILEIRO

IMG-20161028-WA0099

Entramos na Floresta Encantada Brasileira, nascida no imaginário das crianças, em nossa Terra do Nunca. Caprichosos e criativos, os pais se inspiraram nas histórias de monstros e seres horripilantes, buscando nas lendas e mitos do nosso folclore. E vieram Sacis, Curupiras, Mulas sem cabeça, Boitatás, Bois da Cara Preta e Lobisomens. Todos entraram no mundo da imaginação!

“O MEDO QUE TEMOS DE LIDAR COM O MEDO”

Dia 31 de outubro é conhecido como Dia do Halloween, ou seja, o Dia das Bruxas. Tem sua origem na cultura americana, mas hoje se estendeu por vários países inclusive no Brasil. Como a criança não fica de fora dessa festa de horror, é conveniente tratar desse assunto com mais critério. Se o objetivo dessa festa é trazer elementos que mexam com sensações humanas como o horror e o medo, precisamos cuidar de nossas crianças para que elas possam elaborar, dentro de si mesmas, tais sentimentos comuns em sua primeira infância. Para isso temos personagens suficientemente ricos no Folclore Brasileiro que merecem ser abordados como representação de nossa cultura e que podem atingir tal objetivo. O medo provocado pelo malvado, traquinas, mas alegre Saci, assim como o Curupira de cabelos ruivos e pés voltados para trás, ajudam a criança elaborar esse sentimento e assim se encorajar e se fortalecer para desvendá-lo e superá-lo. Estes personagens representam o misterioso, o desconhecido, o diferente e desafia a criança a experimentar um sentimento dúbio de medo e curiosidade ao mesmo tempo. O medo só é enfrentado quando não se fala nele de forma escusa, preconceituosa ou como algo que precisa ser evitado a todo custo. Como sentimento ele faz parte da natureza humana e por isso mesmo precisa ser tratado com naturalidade. Sendo assim, ajudar a criança a lidar com o medo é necessário, e abordar o Halloween com uma “cara brasileira” me parece uma boa medida. Acho mais sensato preservar nossa cultura do que importar uma cultura que não é nossa.

Um forte abraço,
Maria de Lourdes Barduco